miércoles, 20 de febrero de 2008

Desabafos...

Nota: Este texto contém vocabulário que pode ferir a sua sensibilidade. Aviso importante, já que o autor, por ser um individuo altamente sensível, preocupa-se com a sua sensibilidade e com eventuais traumas sensoriais ao nível endócrino e tartárico. Não ler em caso de ser intelectual em demasia ou de possuir preconceitos morais. No caso de transtornos gástricos, também não ler se faz favor…


Sentado novamente no meu pequeno mundo podre, cheio de ideias rodopiantes , tentando excluir as inoculas influências alheias que entendo como não serem outra coisa mais simples do que; coisas sem importâncias maiores. Saboreio o último doce trago dum vinho do porto com a idade do Cristo na cruz, a questionar-se nas incongruências da turba e penso. Que coisa mais idiota do que pensar? Não? Este vinho é eterno!
O gozo de acordar de manhã e escutar o sussurrar do vento na minha janela, tocar-me e sentir-me vivo… olha… tenho um novo cabelo (não encontrei pentelho no dicionário) genital branco! pensar na imortalidade da alma como uma fraude e viver cada momento como se fosse o último, numa aceleração e intensidade assustadora.
A plenitude de viver, me assombra e salta-me à vista um sábio livro relaxadamente pousado na prateleira com o título “Laboratório Mágico”, pois…lembrei-me que em tempos fui um ávido estudante das doutrinas rosacruzes e que por ancestrais heranças familiares meti-me em coisas sérias, alquimia e quantas tretas interessam ao homem iluminado, para ser engraçado. Pactos universais, moralidades que deixam de ser constrangedoras, uniões invisíveis e secretas. Blasfémias para alguns, altas responsabilidades com a humanidade para outros, merdas para a maioria…(quero lá saber o que possam imaginar…eu não matei o rei D. Carlos!!! Não estava cá!)
Sou? Quem sou? De onde venho? Para onde raios irei…parar?
Ora bem, grande parte dessas perguntas já tiveram as suas equilibradas e endiabradas respostas no momento exacto, após uma árdua tarefa, para desenvolver alguns neurónios entumecidos…e falemos de Salsa! Pois então?
Desgraçadamente para alguns sou um tipo com defeitos (mau era se não os tivesse!) , corrosivo, humoristicamente gozão com as coisas aparentemente simples ou complicadas, antipático e curtidor das coisas inexplicáveis e boas da vida, polémico eu?…olho para um velho lampião (candeeiro de rua portuense na sua extinção lusitana) e choro. Quantas quecas terão sido dadas à luz deste candeeiro? Nenhuma tal vez, uma lástima, um desperdício…
Olho para pista de dança, Salsa daquela produtora de espermatozóides suficientes para povoar todinho o interior de Portugal e o que observo? Nada! A Kizomba é mais eficiente no aquecimento global e genital. Esta gente saberá ter sexo? Claro que sabem, não? Mau era! A Kizomba veio desflorar à virgem Salsa no tema do sexo por ignorância e por falta de glamour nos pés! Tipo aquele rei famoso que não conseguia ter descendência real e andava a ter sexo com a rainha analmente…por ignorância, claro está! Tinha optado pelo buraco seco errado, tal e qual a Salsa, truncada pela Kizomba… Claro que não se têm sexo nem com os pés, nem com passos, mas o mau gosto impera na facilidade de aquecer o “material genético” pelo roce e a imaginação. Cadê a ilusão? O fascínio de imaginar um bom petisco e apanhar com um caranguejo? Heim??? é tão giro mexer os pés! Um, dois…cha…cha…chá…opsss enganei-me!
Ando a procura de patrocínios para um Congresso Kizombístico, só para povoar demograficamente o interior de Portugale acabar com a desertificação! Sejamos realista com a Salsa, grosseiramente falando; ninguém fode com Salsa, a não ser que tenha problemas ritmáticos ou ataques epilépticos, ou se entenda a “cena” de verdade. Tornou-se um aperitivo de requinte técnico e “engraçado”, uma habilidade equilibrista, para o remate… a Kizomba e na continuação…a masturbação, se não houver sexo.
Eu, Joaquim do Monte (estou-me nesta altura, do excelente beberage portista, cagando até para minha identidade, nome na praça e tal) ) enquanto gajo tendo sido engendrado ao som duma Salsa, por um gajo (meu pai) que não dá um passo de Salsa e que identicamente está-se a cagar para o fenómeno salsísico lusitano, por ignorância, faz ele muito bem…sinto-me revoltado! E fodido pela incompreensão da Salsa neste país. Puxa! Acham mesmo que ando preocupado? Vocês são mais doidos do que eu!!!
Não contem comigo para uma queca ao som duma Kizomba! A Salsa, seja ela rápida, lenta ou saborosa…está no meu ADN. Raios partam, tão foleira herança! Poderia ter sido outra. Que tal um forrosinho para este bebê que vai nascer? Tive azar. Olharam para mim e disseram: “Vamos lixar este branquinho loirinho com música de pretos” Fixe!!!
Nesta endiabrada cabeça (a minha) por momentos sinto o êxtase do culminar dum gozo bestial, tento, isso sim, e sempre… transmitir esse gozo, tal vez devesse emigrar para junto da minha “gente”…ou não!
Foder-vos-ei (esta conjugação é fixe, até parece palavra fina e tal) tanto a paciência que até não conseguirem sentir aquilo que eu sinto quando ouço uma Salsa Brava, ou cubana…foder-vos-ei (repetição da palavra fina na sua conjugação fixe)…mas não peço tanto, a salsa cubana ou timba é para eleitos curtidores depravados rítmicos com sangue fervilhado em polpa de tomate caseiro …sintam! Fodam-se uns aos outros à luz dum lampião! Sei lá? Vivam!!!!
Inconstante eu? Grosseiro eu? Não! Aquilo que por vezes observo, consegue ser pior…de mau gosto. Se fosse telúrico? Sexual? Realmente requintado? Mas nem isso é…puro e medíocre ego, mal formado e reflexo de sei lá o quê? Uma identidade, uma idiossincrasia muito estranha para mim, hipocrisias, desconfianças… È tão gira a amizade fruto da Salsa! E a profundidade? Sem ser vir à ideia um buraco húmido e sugador?. Embora seja rara a amizade desinteressada e empática…pelo menos isso ficará sempre. Angola nos nossos corações! Lindo? Não? Pois é!
Os neuróticos pensam: “Este gajo foi fodido e em consequência quer foder até a abelha Maia”! Tá mal! Não!
È aquela ideia marada..aquela merda psicológica do: “Pá, gostava que estes gajos sentissem a vida com garra sem “problemas”, sabem lá eles o que são “problemas”?
Olha, “problemas” é não saber viver com intensidade, morrer aos bocados, envolvido na mediocridade imperante, no consumismo, nas rivalidades, naquilo que eu catalogo de merdinhas diárias e semanais masturbações…vamos lá…e nem na morte conseguir ter um orgasmo em condições. Puta de paranóia, não?


Nota Final: Se conseguiu ler até o fim e soltou três gargalhadas, parabéns! Você está no bom caminho para uma consulta no psiquiatra na minha célebre companhia. Força, eu consigo ludibriar o mais ilustre dos psicólogos. Não nos internarão!!!

1 comentario:

Anónimo dijo...

Ojalá que un buen día entre varias tonadas, goce de una que suene como suena tu alma.

Besos