viernes, 30 de mayo de 2008

O Telefone.


Ainda sou do tempo (como o reclame publicitário) em que o primeiro telefone que usei foi um idêntico ao da fotografia. Funcionava a pilhas (pilas em castelhano), tinha uma manivela para dar carga à comunicação e eu adorava meter o dedo, aquele que mais usamos nos buracos dos números, vicio que perdi quando aprendi a usar os dedos todos das duas mãos em aulas de piano com uma simpática velhota, que antes das aulas me oferecia um copo de leite morno com café, para, conforme ela, eu acordar e não transpirar das mãos. Não, não sejam mal intencionados, a velhota não abusou sexualmente de mim.
Brincava com aquele telefone, sem que a minha avô topasse, a ligar para os vizinhos com tangas, pois as chamadas locais eram de borla. Divertia-me à brava, até a festa acabar com uma factura a pagar, enganei-me nalguns números e tinha feito chamadas para sítios fora da aldeia.
Depois com o avanço da tecnologia os telefones deixaram de ter o disco, as pilhas e a manivela; e um gajo tinha que carregar duas vezes nos pauzinhos do sitio onde se pousa o auscultador para ser atendido por uma voz, nem sempre simpática, a pedir o numero de destino e a perguntar se a chamada era a pagar no outro lado do arame...ou não

E saltemos à actualidade...

Hoje em dia tenho dois telemóveis, um pessoal e outro empresarial. Um teso e o outro sempre disposto a tudo, que por erro empresarial, desde ontem também ficou "teso" por falta de pagamento...empresarial. Um "normal" e outro todo "coiso". Já não é a mesma coisa, antigamente um gajo tinha que deslocar-se até uma cabine telefónica para falar...tenho saudades de dar porrada naqueles telefones públicos que engoliam minhas moedas...também tenho saudades de ficar irritado por algum não funcionar, pois algum utilizador anterior tinha exagerado na porrada...e o artefacto estava em greve comunicacional.

1 comentario:

zeni dijo...

Ia comentar mas depois pensei: não, vou antes responder em forma de post! Aguarda-me!