domingo, 1 de junio de 2008

Da parcimónia ao patético



Na Salsa nada parece frugal, indo da moderação ao patético num ápice...

Claro que em muitas pessoas está latente a necessidade de promoção directamente proporcional ao deficit de auto-confiança. Ora bem, promoção explícita implica ao meu ver , vender-se barato . Publicitar aos gritos: "Contratem-me, que sou bom" na gíria: "Dou as calças, conteúdo incluído" Claro que não falo pecuniariamente e sim duma serie de conceitos bastantes raros no mundo artístico, e que marcam a diferença. Será uma questão de ética? Existirá ética na Salsa?
Ou, a ética em si, será aquilo que podemos ver na falta de profissionalismo na escolha? E não só, a mediocridade é uma praga.

Interessante é poder observar como são feitas as escolhas, conforme sinuosos critérios, que não valem a pena nem analisar, muito menos mencionar.

Ser-se hipócrita não é um defeito, não senhor (ironia). Ser-se hipócrita implica estar na boa com todos, ser socialmente correcto e não chatear, sorrir, ser simpático e sobre tudo nunca dizer o que se pensa...a fantástica parcimónia que todos anseiam.

A parcimónia da Salsa não me incomoda tanto como ver atitudes patéticas e claro está que quando as vejo, só me resta sentir pena. E sinto pena, não pelos palhaços do circo e sim pelos outros, aqueles que assistem e batem palmas à mediocridade. Enganados os pobres, para alimentar um ego que não lhes corresponde... quiçá algum dia se percebam que a Salsa é uma cultura muito mais interessante do que o circo do qual muitos fogem a sete pés, por culpa dos mesmos...e das mesmas, já agora.

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