jueves, 5 de junio de 2008

A inteligência da Contra-Cultura

Ao longo do meu contacto com pessoas possuidoras duma cultura, que poderíamos chamar de aceitável e consistente, pela aprendizagem daquilo que aprenderam e nada mais, não pelo mecânico citar de nomes, pois sempre achei o acumular de informação enfadonho e carente de sentido, chego a ideias curiosas...

A contra-cultura ou luta contra uma intelectualidade sem humor, chata e inconsistente.
Claro que a maior parte do mundo no está virada para os valores humanos ou se está, nada disso transparece e a ostentação do saber, assim como a do dinheiro, status social, etc... a alguns não lhes fica bem.

Ao fazer uma retrospectiva daqueles livros que ultimamente ando a ler, salta-me o último que vou folheando, e lendo transversalmente nas viagens entre estações de metro, gares de comboios e camionetes, um livro, cuja descoberta devo agradecer a um amigo, ou melhor dito: cujo autor devo agradecer a essa pessoa, pois sua obra é pouco conhecida em Portugal (nada raro, dada a vasta cultura existente neste país e mal empregue, por certo...isso vê-se)

O livro basicamente, exalta os valores humanos, aqueles que dão eternidade ao homem (mulheres incluídas) e faz uma interessante analises sobre aquilo que tanto nos une, como nos afasta...a cultura ligada à terra, aos costumes, a uma visão cosmológica do mundo.

Confesso que não me sinto nada lisonjeado quando pessoas amigas comentam com admiração, minha suposta "cultura geral", numa média, que saberá D-us (inexistente), quem a terá inventado (a tal escala para definir "cultura geral"). Bom...quando isso acontece, minha inclinação filosófica e filóloga leva-me a pronunciar caralhadas para romper com pretensos e falsos elitismos. Somos todos iguais o resto é treta! Alias nos enchemos de tretas, não para sermos iguais aos outros e sim para sentir que somos "diferentes"...outra treta coprófoga existencial do caralho.

Sempre achei mais piada as manifestações culturais espontâneas, do que aquelas que o mercado e o dinheiro acabam por arrastar e enevoar para a futilidade. José Martí, tem uma frase fabulosa: "Ser cultos para ser livres". Mas nem a cultura que eu vejo é cultura, nem a liberdade que vejo é liberdade...minha teses é pensar numa contra-cultura, já que o que observo não o é, a ver se me iludo e consigo ver liberdades nalgum lado...

2 comentarios:

Anónimo dijo...

Achei muito confuso o texto...


sorry...

bjs isabel

Salsapica dijo...

É exactamente o que acontece a um gajo como eu, quando se arma em intelectual...fica sem piada, será? heheheh... O texto foi escrito sob a influência do livro que ando a ler...
Propositadamente existem "saltos" no raciocínio do texto que funciona como peças de Puzzle, dissociadas mas que encaixam na minha percepção cosmológica.

:)

Não, não estou ficar maluquinho, eu sou mesmo assim =))