miércoles, 1 de octubre de 2008

Uma história alcoólica.

Os factos narrados aconteceram, as personagens ocultam a identidade dos intervenientes...

Toti e Valdemiro eram amigos de longa data, trabalham juntos ocasionalmente no sector artístico e como todo artista, após o trabalho decidem sempre dar uma volta pelos bares nocturnos a beber uns copos e sobretudo, falar de coisas banais: "meter muela" no vocabulário vernáculo cubano.

Certo dia, Toti convence o Valdemiro em dirigir-se a certo espaço de compatriotas a beberem um rum. Chegam, cada um pede um copo com o respectivo gelo e a dose normal do elixir de cana destilado e engarrafado de origem descontrolada.Quando...

Toti, ao aproximar as beiças ao borde do copo sente um cheiro familiar de outrora, dos tempos em que bebia daquilo. Chama a um canto, de forma discreta o dispensador de tal barbaridade e comenta que "aquilo não era rum". O dispensador confirma que tal bebida era a mesma que era servida a todos os clientes nacionais, estrangeiros e turistas. Toti, só espera que o Valdemiro não dê pela troca de identidade do elixir, já que estava a beber desde manhã "Havana Club", do original... se não a bronca seria séria. Valdemiro bebe, torce a cara e grita no meio da sala: "Men, que coisa é isto?" "Rum" responde descaradamente o dispensador. Toti, que já estava a ver a bronca armada, pede a conta: "Oito euros"...pagam e saem.

Já na rua, o Valdemiro com os vapores misturados e com um pistão meio avariado, decide voltar e reclamar pela burla. Toti segura-o, e com muito esforço convence-o a tranquilizar-se.

Observações:


A verdade é que em certo bar e ainda bem que não é popular, mais bem... desconhecido, para minha total estupefacção, servem "chispa e´tren". O que é a "Chispa"? È uma bebida feita com álcool de farmácia. Em Cuba até é feito com o álcool que se vende para pre-aquecer os fogões de querosene, e que é filtrado em pó de café.

Afortunadamente não bebo rum, e se bebo a garrafa tem que ser aberta a minha frente, tendo-se deitado no chão as primeiras gotas "para os santos" e conforme uma superstição nacional, para que o rum não faça mal ao fígado, nem à cabeça.

Outra advertência feita por amigos é para ter cuidado com as "sangrias" que são feitas com restos de vinho...

O que mais me irrita na história é a má fama consequente que situações destas podem trazer a imagem dos cubanos. Há necessidade de tal trafulhice?

Afortunadamente também o anteriormente narrado não é comum nos sítios onde trabalham cubanos, nem em sítios onde se servem bebidas como "Cubas Libres", "Mojitos", etc...

Mesmo assim aconselho a antes de beberem, cheirar...se tiverem carro à gasóleo cheirem a boca do depósito. O cheiro do "chispa" é similar e o sabor bem pior do que a cachaça.

Bebam água senhores, eu é raro beber...mas bebam água em caso de suspeita.

2 comentarios:

Anónimo dijo...

oh oh.... a água lava tudo..-)..um dos meus poemas de eleição é "a água"...de Manuel Maria Barbosa Du Bocage....-))))


bjs isabel ...

Hugo Leite dijo...

Já o outro dizia... "el agua limpia todo".